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Mudança no licenciamento da SolarWinds: preço, contexto e o desafio real de extrair valor da Observabilidade.
Nos últimos meses, a mudança no modelo de licenciamento da SolarWinds para subscription only tem sido amplamente discutida em artigos técnicos, blogs especializados e fóruns da comunidade.
Grande parte desses conteúdos foca quase exclusivamente no impacto financeiro da transição, tratando o tema como um simples aumento de preço.
Esse debate é legítimo, mas incompleto.
Ao longo de mais de duas décadas atuando com projetos de monitoramento, observabilidade e gestão de ambientes críticos, aprendi que o verdadeiro problema raramente está apenas no valor do licenciamento.
Na maioria das vezes, ele está na forma como as plataformas são utilizadas, governadas e integradas à operação.
Não há como negar: para muitos clientes houve aumento nominal no valor anual quando comparado ao antigo modelo perpétuo com manutenção. Isso aparece tanto em análises publicadas por terceiros quanto em discussões abertas na própria comunidade SolarWinds.
Ignorar esse ponto seria desonesto.
O que precisa ser colocado em perspectiva é que o modelo anterior escondia custos relevantes que não apareciam no contrato, mas estavam diluídos na operação. Horas técnicas excessivas, múltiplas ferramentas paralelas, scripts proprietários e processos manuais sempre fizeram parte dessa conta.
O licenciamento perpétuo foi concebido em um cenário muito diferente do atual. Infraestruturas majoritariamente on premises, crescimento previsível, pouco volume de dados e baixa exigência por correlação e automação.
Com a evolução dos ambientes híbridos e multicloud, esse modelo passou a gerar um efeito colateral perigoso. Plataformas robustas sendo utilizadas apenas como ferramentas reativas de alerta básico.
Na prática, muitas empresas passaram a usar apenas uma pequena fração da capacidade disponível, enquanto compensavam lacunas com soluções adicionais e esforço operacional crescente.
Um ponto pouco explorado nos debates externos é que a SolarWinds não alterou apenas a forma de cobrança. Houve uma ampliação clara do escopo funcional entregue ao cliente.
O modelo atual inclui maior flexibilidade de licenciamento, pooling de recursos, expansão de cobertura entre camadas, correlação nativa, recursos avançados de detecção de anomalias, planejamento de capacidade e automação operacional.
Mesmo organizações que ainda não utilizam recursos avançados de inteligência artificial se beneficiam de ganhos concretos em padronização, escalabilidade, previsibilidade financeira e redução de ruído operacional.
Outro ponto frequentemente mal interpretado é a ideia de que o cliente agora é obrigado a contratar uma suíte completa de observabilidade.
Na prática, o que mudou foi o fim do modelo perpétuo. O cliente continua podendo discutir escopo, arquitetura e dimensionamento dentro do modelo de subscription, desde que essa conversa seja feita de forma estruturada e estratégica.
O erro histórico foi tratar renovação como um processo automático, e não como uma revisão real de necessidades técnicas e operacionais.
As críticas da comunidade refletem experiências reais, mas não universais. As discussões vistas em fóruns e comunidades técnicas refletem frustrações legítimas, especialmente em cenários onde a transição foi conduzida sem contexto, sem diagnóstico e sem acompanhamento.
No entanto, generalizar essas experiências como regra ignora projetos onde houve planejamento, governança e alinhamento entre times.
É exatamente nesses projetos que observamos consolidação de ferramentas, redução de retrabalho, maior engajamento entre áreas e ganho real de eficiência operacional.
Em visitas recentes a grandes clientes da nossa base, um padrão se repete. Muitas empresas utilizam entre 10 e 30 por cento da capacidade real da plataforma SolarWinds que já possuem.
Isso não ocorre por limitação da ferramenta, mas por ausência de metodologia, falta de engajamento entre equipes e uma visão restrita do papel do monitoramento dentro da estratégia de TI.
Quando a plataforma é vista apenas como um sistema de alertas, qualquer investimento adicional parece injustificável.
Foi exatamente para endereçar esse cenário que a AKEN desenvolveu o AOJ.
O AOJ é um framework estruturado que guia as organizações na evolução da maturidade de monitoramento até a observabilidade plena e automação operacional.
A jornada começa com governança, definição clara de objetivos, alinhamento entre times e uso correto das capacidades básicas da plataforma. Evolui para correlação entre camadas, análise contextual de incidentes, redução de ruído e, por fim, automação de ações operacionais.
Quando essa jornada é aplicada, o debate deixa de ser sobre custo e passa a ser sobre retorno. A mesma plataforma passa a entregar mais valor, reduzir incidentes, acelerar decisões e liberar tempo das equipes técnicas.
O erro não está no modelo de licenciamento em si, mas em adotar subscription sem uma estratégia clara de evolução operacional.
Com método, governança e uma jornada bem definida como o AOJ, a plataforma deixa de ser apenas um item recorrente no orçamento e passa a ser um habilitador de eficiência, previsibilidade e crescimento sustentável.
A pergunta correta que líderes de tecnologia deveriam fazer não é se ficou mais caro, mas se a organização está preparada para extrair valor real da plataforma que já possui e se tem um plano claro para evoluir sua maturidade operacional.
O mercado mudou. A complexidade aumentou. Monitoramento reativo não acompanha mais essa realidade.
Subscription, quando conectada a uma jornada estruturada de maturidade como o Aken Observability Journey, deixa de ser um debate financeiro e se torna uma decisão estratégica de negócio.
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